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Estudo do efeito do tratamento luminoso em embriões sobre a latealização do comportamento alimentar e capacidade de orientação espacial em pintos de G. gallus, A. rufa e Ph. colchicos

Autores
Ano
2006
Instituição
Universidade de Évora
País
Portugal
Total de páginas
71
Resumo

A exposição de um embrião de galinha (Gallus gallus) à luz antes da eclosão, determina a existência de assimetrias funcionais no cérebro destes animais após a eclosão. A exposição do embrião à luz, a partir do dia 18 de incubação, estabelece uma lateralização comportamental do cérebro em que o sistema do olho direito (olho direito/ hemisfério esquerdo) desempenha um papel importante na categorização alimento/não alimento e o sistema do olho esquerdo ( olho esquerdo/hemisfério direito) no comportamento de orientação no espaço envolvente. As fêmeas, devido à existência de maiores níveis de estrogéneo, são menos sensíveis aos estímulos luminosos que os machos. Durante as duas primeiras semanas de vida os hemisférios cerebrais exibem, alternadamente, picos de desenvolvimento e, consequentemente, alterações comportamentais. A dominância do sistema do olho direito dá‑se até ao dia 8 de vida, caracterizando‑se pela busca e identificação do alimentoe, do 10º ao 12º dia, domina o sistema do olho esquerdo, permitindo o reconhecimento do espaço envolvente. O presente trabalho teve como principais objectivos o estudo do efeito de um estímulo luminoso na última fase da incubação. Teve também como objectivo a comparação entre a espécie galinha doméstica (Gallus gallus) e as cinegéticas perdiz (Alectoris rufa) e faisão comum (Phasianus colchicus). Foram realizadas incubações de ovos das três espécies em estudo, tendo metade sido sujeita a incubação com luz na última fase de desenvolvimento embrionário e a outra metade não tendo sido sujeita a qualquer tratamento. Foram realizados testes aos animais de forma a medir o comportamento de orientação espacial e de categorização alimentar. Os testes foram realizados numa caixa isolada de qualquer interferência exterior e dividida em várias zonas de teste, definidas pela existência ou não de pistas coloridas. Para a medição do comportamento de orientação foram considerados tempos de permanência em cada zona de teste, a actividade de locomoção do animal e o número de vezes que o animal muda de zona de teste. Para a medição do comportamento de categorização alimentar foi considerada a taxa de bicadas e bicadas totais por teste. De forma a analisar a influência da incubação com luz nos comportamentos estudados, os testes foram feitos tanto ao2006s animais sujeitos a tratamentos de luz como aos sem tratamento e, a todos eles, testes monoculares. Concluíu‑se que existiam diferenças significativas entre as espécies, no comportamento de orientação espacial, tendo sido a perdiz a mais activa na exploração do espaço e a galinha a menos activa. As espécies também foram diferentes na categorização do alimento, sendo o faisão a espécie que mais buscou o alimento, e a perdiz a que menos o fez. Os animais sujeitos a tratamento com luz e os animais a usar o olho esquerdo durante os testes foram mais activos. As zonas de teste definidas por pistas foram preferidas às zonas sem pistas, denotando um conhecimento do espaço envolvente

Palavras Chave

Comportamento alimentar; Orientação espacial; Aves cinegéticas

Keywords

Feeding behaviour; Space orientation; Gamebirds

Tipo de tese
Licenciatura
Situação
Aprovada
Referência

Duarte, M (2006). Estudo do efeito do tratamento luminoso em embriões sobre a latealização do comportamento alimentar e capacidade de orientação espacial em pintos de G. gallus, A. rufa e Ph. colchicos. Universidade de Évora (Portugal ): 71 pp.