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Inseminação artificial pós‑cervical e intra‑urina profunda, com sémen congelado, em suínos de raça alentejana

Ano
2003
Instituição
Universidade de Évora
País
Portugal
Total de páginas
70
Resumo

Este trabalho teve como objectivo a comparação de duas técnicas de Inseminação Artificial suína (Inseminação pós‑cervical e intra‑uterina profunda), utilizando sémen congelado. Para a obtenção de sémen utilizou‑se um varrasco de raça Alentejana com 2 anos e um de raça Duroc com 3 anos. Após a colheita foram realizados espermogramas, tendo sido apenas congelados os ejaculados que apresentassem motilidade igual ou superior a 70 %. O procedimento de congelação seguido foi o descrito por Thilmant (1997) com ligeiras alterações, sendo o sémen acondicionado em palhinhas (0,5 ml) e macrotubos (5 ml). As palhinhas foram descongeladas em diluidor BTS a 55ºC durante 12 segundos, enquanto que os macrotubos foram descongelados em água a 50ºC durante 45 segundos. As percentagens de SPZ vivos e motilidade foram avaliadas aos 0, 15, 30, 45 e 60 minutos após descongelação (amostras incubadas a 37ºC durante o período de avaliação). Entre os 0 – 30 minutos pós‑descongelação foram retiradas amostras para avaliação da percentagem de SPZ com acrossomas anormais.Para avaliar as técnicas de inseminação realizaram‑se dois ensaios com protocolos diferentes, que foram executados em 14 fêmeas suínas Alentejanas multíparas. Em cada ensaio eram realizadas 2 inseminações por cada porca. No primeiro ensaio as inseminações eram realizadas 8 e 24 horas após a detecção do cio enquanto que no segundo ensaio eram realizadas 24 e 36 horas depois. As inseminações, com sémen congelado em palhinhas e macrotubos, foram efectuadas através de duas técnicas: Inseminação Pós‑Cervical (IPC) e Inseminação Intra‑ Uterina Profunda (IUP). No primeiro ensaio, 19 a 22 dias após as beneficiações, foram realizadas novas detecções de cio, as fêmeas em estro foram utilizadas no segundo ensaio. Cerca de 4 semanas após o segundo ensaio foi realizado o diagnóstico de gestação por ecografia.Pelos espermogramas realizados, verificou‑se que o volume médio da fracção rica dos ejaculados do varrasco Alentejano foi de 42,2 7,1 ml, enquanto que o do varrasco Duroc foi de 149,3 9,4 ml. Relativamente à concentração espermática, para os ejaculados do varrasco Duroc verificou‑se um valor médio de 464,4 x 106 113,1 SPZ/ml e para os ejaculados do varrasco Alentejano de 873,6 x 106 85,5 SPZ/ml. A % média de espermatozóides vivos e motilidade espermática apresentaram valores médios muito semelhantes para ambos os varrascos, sendo, respectivamente, de 88,6 1,2% e 77,1 2,6% para os ejaculados do varrasco Alentejano e de 90,0 1,5% e 77,5 3,4 % para os ejaculados do varrasco Duroc.Relativamente à % de espermatozóides (SPZ) morfologicamente normais constataram‑se valores de 92,6 2,8 % para os ejaculados do varrasco Alentejano e de 66,2 3,7 % para os ejaculados do varrasco Duroc, sendo que das anomalias encontradas nos SPZ dos ejaculados do varrasco Alentejano, as mais frequentes foram as anomalias a nível da cabeça, cauda e acrossoma. Por outro lado, os SPZ dos ejaculados do varrasco Duroc apresentavam, mais frequentemente, anomalias ao nível da cabeça, apresentando também uma percentagem elevada de gotas citoplasmáticas distais e proximais. Registaram‑se diferenças estatisticamente significativas entre ejaculados dos diferentes varrascos, para o volume da fracção rica (p<0,001), concentração espermática (p<0,05), número total de SPZ (p<0,01), % de SPZ normais (p<0,01), % de gotas citoplasmáticas distais (p<0,01) e % de gotas citoplasmáticas proximais (p<0,01).Relativamente ao sémen descongelado, verificaram‑se diferenças estatisticamente significativas para as % de SPZ vivos e motilidade (p<0,05) aos 15 minutos de incubação, sendo superior para o sémen do varrasco Alentejano. No que respeita à % de SPZ com acrossomas anormais, esta foi significativamente (p<0,05) superior para o sémen do varrasco Alentejano. Não se verificou qualquer influência do tipo de acondicionamento na qualidade do sémen pós‑descongelação. No primeiro ensaio de inseminação, duas das porcas inseminadas não retornaram ao cio. Após a realização dos dois ensaios, pelo exame ecográfico, não se confirmou qualquer porca como gestante, não tendo havido partos resultantes deste trabalho

Palavras Chave

Raça suína Alentejana; Inseminação artificial; Pós‑cervical; Intra‑uterina profunda; sémen congelado

Tipo de tese
Licenciatura
Situação
Aprovada
Área de Trabalho
Referência

Silva, S (2003). Inseminação artificial pós‑cervical e intra‑urina profunda, com sémen congelado, em suínos de raça alentejana. Universidade de Évora (Portugal ): 70 pp.